sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O valor que dás

O meu amor é e será incondicional, mas a tua presença na minha vida não é.

Portanto, assim que me provares que o valor que dás a isso não está à altura da minha auto-estima, vou amar incondicionalmente a tua memória e seguir em frente.

 




terça-feira, 27 de setembro de 2016

Uma certa coerência

Sê consistente, sê coerente. Se mentes, mente sempre, se enganas, engana sempre.

Agora se amas, ama eternamente!

Aqui sim, sê interminável, sê constante, sê incessante, sê permanente, mas nunca, nunca sejas incoerente!

 




sábado, 24 de setembro de 2016

O passado e o perdão

Às vezes penso no filho que íamos ter.
Nos planos que fizemos.
Na vida que queríamos. Na felicidade que tínhamos.


Travamos tantas lutas, mas tantas lutas ... Braços de ferro intermináveis, casmurrices infindáveis.

Dava tudo para ter a tua compreensão, para estar no teu coração.
 
Perdoa-me!
Perdoa-te. Liberta-nos!


 


A verdade da mentira

- A sério, diz-me que sou extraordinário, maravilhoso...
- Queres que te minta?






quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A frieza e a dor


Como é possível que não consigas ver, que não consigas sequer perceber, que transpiras frieza, mágoa, dor ... Não mereço, não me conformo, não te admito.

Um abraço, um toque teu, um carinho, a tua afeição, serei assim tão cabrão?

Bastava um "desculpa", um "tens razão". Mas nunca tive a tua compreensão, assertividade ou atenção.


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Nota para o próprio:
Casais que pedem desculpa, que dizem "gosto de ti", "amo-te", que se ouvem mutuamente, têm relações mais duradouras e felizes.


 



sábado, 17 de setembro de 2016

Obrigas-me ao melhor de mim

Amo-te com tudo, absolutamente tudo o que tenho e o que hei-de vir a ter também.

Amo-te porque sim, porque me completas, porque me inquietas, porque me inspiras, porque me instigas: a mais, ao incrível, ao interessante, ao que realmente é importante.
Obrigas-me, puro e simplesmente, ao melhor de mim.



Agora tu, não sejas parva, ama-me também!

 




quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O dia do encontro

Um dia vou encontrar-te, e aí digo-te: já te amava e ainda não te conhecia, esperei por ti e não sabia que te queria.

Desejo-te aqui, já, assim, tal e qual como és.

 




domingo, 11 de setembro de 2016

A prisão

Se amar é isto, não me ames.
Liberta-me da prisão que nos envolve, da dor que nos consome.

 
Dá-me o que, puro e simplesmente, te recusas a dar-me.

 
Oferece-me o teu melhor, mas porque queres, porque assim o sentes e retribuis.
Os teus bloqueios, que tu preferes não ultrapassar, são as minhas dores, os meus receios.

 
Tentei sempre ajudar-te, ser o que precisavas, neste, naquele e em qualquer outro momento.
Mas senti sempre que não estavas aqui, que não vivias comigo, que não me querias contigo.

 
Amar não é isto, amor não tem só um caminho, ou só um sentido.
Amar não é isto, talvez nunca chegue sequer a saber, mas amar não é isto.


 


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Somos um ser especial e tão brutal

Somos um ser ímpar, um ser especial, na maravilha do extremo individual. Tão fantásticos, somos um ser brutal, cada um à sua maneira tão actual.

Triste é não o sabermos, não o reconhecermos, nem o encontrarmos.
Somos perfeitos na imperfeição, imperfeitos na essência da nossa criação.

Mas mesmo triste, é passarmos a vida sem que cada um descubra o que nos difere, o que nos torna excepcionais, extraordinários, incomparáveis.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Quero-te lá ou aqui?

Se estás cá, não te quero.
Se estás lá, quero-te aqui.

 
Tens uma atitude repugnável.
Mas tornas a vida suportável.




segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Deambular no mundo


Que frieza incessante, que vazio constante.
Desprovida de calor ou sentimento deambulas no meu mundo, perdida e no fundo.


Não me disseste que nada tinhas em ti passível de salvar, ou energia positiva para dar.
Tanta mágoa, tanta dor, tanta chama apagada, tanta falta de fulgor.



Tínhamos tanto para viver, tínhamos tanto para ser. Nós tínhamos tudo.
E tudo nos tiraste, a tudo nos privaste!




sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O pedestal


Se soubesses o que anseio por chegar a casa e encontrar-te.
Abrir a porta e abraçar-te, como no dia que te vi, como no dia que te conheci.

Nada me faz passar hora após hora, dia após dia, momentos impossíveis, pessoas difíceis, como saber que te vou ter nos meus braços, que te tenho na minha vida, que te tenho ao meu lado.

Mas tu estás cansada, estafada, pouco ou nada disponível.
Extremamente insensível, um comportamento imprevisível, estás num pedestal incrível.