terça-feira, 30 de agosto de 2016

A saudade

Tenho tantas saudades tuas que dói.
Dói pela forma que nos tocávamos. Dói pela intensidade que nos amávamos.


Cada dia que passa, sem me cruzar com o teu olhar, torna-se difícil de superar.
Esta dor sufocante deixa-me completamente ambulante. 

Sem perceber, pergunto-me: "como é que aqui cheguei?"...


Se nos amámos porquê que agora nos odiamos?
Odeio-te, desejo-te... Nem sei como pôr isto no papel...

 
Mas odeio-te por tudo o que não fizeste, por tudo o que não me deste, por tudo o que não me vais dar e por todo o ser que não serás para mim. Simplesmente porque não quiseste!

E porque decidiste não ser o melhor de ti, eu sei, que quem hoje és, nunca me amou, nem me acarinhou, nunca me quis, nem me elevou!
Não deste qualquer valor à pessoa que, para ti, fui e a tudo o que, para ti, fiz.

 
Sozinho lutei, sozinho fracassei, sozinho vi o que não queria, senti o que não devia, amar dói mas isto dói mais.
 
Tenho tantas saudades tuas.




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