terça-feira, 30 de agosto de 2016

A saudade

Tenho tantas saudades tuas que dói.
Dói pela forma que nos tocávamos. Dói pela intensidade que nos amávamos.


Cada dia que passa, sem me cruzar com o teu olhar, torna-se difícil de superar.
Esta dor sufocante deixa-me completamente ambulante. 

Sem perceber, pergunto-me: "como é que aqui cheguei?"...


Se nos amámos porquê que agora nos odiamos?
Odeio-te, desejo-te... Nem sei como pôr isto no papel...

 
Mas odeio-te por tudo o que não fizeste, por tudo o que não me deste, por tudo o que não me vais dar e por todo o ser que não serás para mim. Simplesmente porque não quiseste!

E porque decidiste não ser o melhor de ti, eu sei, que quem hoje és, nunca me amou, nem me acarinhou, nunca me quis, nem me elevou!
Não deste qualquer valor à pessoa que, para ti, fui e a tudo o que, para ti, fiz.

 
Sozinho lutei, sozinho fracassei, sozinho vi o que não queria, senti o que não devia, amar dói mas isto dói mais.
 
Tenho tantas saudades tuas.




segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Agressividade passiva, violenta e cirúrgica

Não te dou mais o gostinho de me tratares com desprezo.
Com aquele desdém mesquinho. Com essa agressividade passiva, violenta e cirúrgica.


Manténs uma atitude fria e calculista levas-me a um estado ignóbil, estático, crias-me ansiedade, uma inquietude constante...

És uma estúpida, nem para ti és boa. Não sabes o que queres. Não sabes o que preferes.

No fim do dia, todos sabemos, cresceste assim, e se calhar não tens culpa, mas também nunca foste muito astuta.

Parece-me que cais mais para o lado do burro, do intragável, do nada apetecível!




sábado, 27 de agosto de 2016

Aquela mulher e mais nenhuma

Ainda hoje quero encontrar a mulher por quem me apaixonei.
Aquela que me deu carinho e me deu ternura com fartura.


Não quero a mulher quebrada pelo desgosto do que viveu e daquilo que nada fiz eu.
Procuro a mulher que me abraçou, que me fez acreditar que a vida ainda agora começou.

 
Mas afinal o que foi que nos aproximou? Tu sabes onde tudo começou?
Quero aquela mulher, aquela e mais nenhuma, a que me acarinhou, beijou, a que me amou!